O dito desafia a metafísica
Viver e morrer é coexistência
Nem sempre pacífica
Na mais pura alternância do sentido
Para morrer basta estar dormente
Indiferente
Entorpecido
(Ziza, Porto - abr08)
Pensar a lusofonia: labirinto da cultura
Em recente evento no Porto sobre o Acordo Ortográfico (AO), falou-se que o Brasil mostra grande generosidade por não colocar em sua Constituição "Língua Brasileira" e manter "Língua Portuguesa". Existe um fato que faz o AO ser inevitável em termos políticos. Se o Brasil proclamasse sua independência linguística munido de sua variante própria a Língua Portuguesa teria menos aproximadamente 183 milhões de falantes e não seria mais a sétima no ranking mundial. Assim sendo, para Portugal trata-se de uma questão estratégica de defesa do idioma. E ainda, tendo já ratificado o AO de 1990 Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, segundo protocolo modificativo que permite a entrada em vigor do documento com três signatários, Angola, Moçambique e Timor ficam na incógnita.“Só a cultura européia pretendeu que o tempo de Deus fosse o tempo dos homens. Quando este desafio prometeico perdeu a sua razão de ser, tendo-se o homem tornado para si mesmo um fardo mais pesado que Deus, a nossa sede pareceu extinguir-se”.
(Eduardo Lourenço, Jornal de Letras, Ano XXVII, número 974).
Segundo Pires Laranjeira (no texto: África - algumas achegadas para um debate sobre a lusofonia sócio-cultural), haverá duas espécies de lusofonia: