sábado, 22 de dezembro de 2007
Caravana
De Geraldo Azevedo e Alceu Valença, Caravana é harmonia que toca palavra no fundo do verbo, no apelo singelo da coesão perfeita. Bate em mim e me paralisa.
Corra não pare, não pense demais
Repare essas velas no cais
Que a vida é cigana
É caravana
É pedra de gelo ao sol
Degelou teus olhos tão sós
Num mar de água clara
Goethe "investe" em África
Três novas unidades da instituição deverão ser abertas no próximo ano na África, incluindo uma em Luanda, capital de Angola. Ministério das Relações Exteriores eleva repasse de recursos em mais de 15%.
Fonte: Deutsche Wellequinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Etimologia das superstições
O anúncio de um novo ano nos remete a velhos símbolos, como os das superstições. Sempre que pensamos na mistura de vocabulário em países de língua portuguesa fala-se geralmente das expressões das línguas nativas que conseguiram sobreviver e permanecem como legado. Em épocas de reforçar crenças, achei interessante trecho sobre a etimologia da palavra "figa", a qual acredita-se que tenha seguido o caminho inverso, sendo um vocábulo português que ficou nos ritos africanos. "figa - Segundo Nei Lopes, em Novo Dicionário Banto do Brasil, poderia ser palavra derivada do suaíli fingo, "amuleto"; contudo, ele não descarta a hipótese contrária, isto é, de se tratar de vocábulo português que ingressou no idioma africano - o que parece ser mais provável. Embora este seja um dos amuletos preferidos pelos seguidores das religiões afro-brasileiras, já era conhecido na pré-história européia. O vocábulo figa vem do Latim fica e aparece também no francês e no espanhol (figue e higa, respectivamente); trata-se, portanto, de uma contribuição do nosso idioma às línguas daqueles povos africanos com que Portugal manteve contato, antes mesmo de descobrir o Brasil. O que muitos não sabem é que a figa sempre teve um evidente conteúdo fálico, em que o polegar representa o membro masculino entre os lábios da vulva feminina; o poder contra o mau-olhado atribuído a este amuleto deriva exatamente da crença primitiva de que o sexo e a fertilidade são forças do bem".
Fonte: http://www.sualingua.com.br
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
A "africanitude" na "prosopoética" de Mia Couto em Pensatempos
A amplitude da africanidade está na essência do homem plural, em sua complexa diversidade de existências. No entanto, a produção literária feita por autores africanos cresce nas amarras de uma visão antropológica do estigma de ser o retrato fiel de uma sociedade, de um sentimento, de um resgate histórico.Mia Couto em Pensatempos conta que em uma conferência foi perguntado sobre o que é ser africano. E devolveu a pergunta: “então o que é ser europeu?”. E eis que o curioso não soube responder.
No artigo O que é africanidade, publicado na edição especial número seis da revista EntreLivros, Kabengele Munanga exemplifica a interpretação simplória e reducionista sobre a África.
"Estamos todos acostumados a ler, até nos textos eruditos, os conceitos relacionados à África no singular. Cultura africana, civilização africana, africanidade no seu emprego singular remete, sem dúvida, a uma certa unidade, a uma África única. Mas, diante da extraordinária diversidade e complexidade cultural africana, como é possível conceber uma certa unidade?"
A vida do escritor Mia Couto se confunde com ser africano e também de toda a parte (assim ele se chama criatura de fronteira). Em Pensatempos, relata influências, as alterações de realidade em Moçambique, a reinvenção de pedaços de língua como abolição de códigos; a comparação entre o Sertão e a Savana, e outros temas. Tudo ganha uma perspectiva macro e microscópica. E assim também o autor convida o leitor a esse exercício de elasticidade. Toda essa aglutinação (de idéias, fatos e sensações) passa por duas referências essenciais, justamente o pensamento e o tempo. A maneira de pensar pode ser reflexo, causa ou herança do tempo.
Pensando o tempo a ampulheta da vida se move erguendo e derrubando nossas estruturas reais e imaginadas.
Passa o tempo, pensa o tempo...
domingo, 16 de dezembro de 2007
Dados da África Lusófona
Cabo Verde: população - 500 mil; taxa de alfabetização de adultos - 81,2%. Apresenta uma das melhores taxas de acesso à água potável do continente (80% da população).
São Tomé e Príncipe: população - 160 mil; taxa de alfabetização de adultos - 84,9%. Por cada 100 mil habitantes, morrem 80 de malária, quatro vezes menos que em Angola.
Angola: população - 12, 2 milhões; taxa de alfabetização de adultos - 67,4%. Com 9,3%, tem o terceiro maior crescimento econômico de África e desde o fim da guerra civil, em 2002, regressaram 4 milhões de refugiados.
Moçambique: população - 20 milhões; taxa de alfabetização de adultos - 38,7%. É um dos países mais pobres e onde ainda falta quase tudo à população: só 11% dos moçambicanos têm acesso à energia elétrica.
Guiné-Bissau: população - 1,6 milhões; taxa de alfabetização de adultos - 44, 8%. Depende por completo da assistência internacional. Já é o terceiro pior país do mundo pra se viver, segundo a ONU, e o primeiro narco-Estado de África.
Fonte: revista Visão, dezembro de 2007. Matéria: África Irmã, edição histórica: A nova África - o que está a mudar no continente que amamos.
sábado, 15 de dezembro de 2007
Vida e morte
Nos primeiros anos da colonização, 6 000 000 de índios falavam, ao todo, mais de mil línguas indígenas. A língua dos Tupinambá (tupi antigo), falada numa extensa área da costa atlântica, passou a ser usada pelos portugueses e seus descendentes, já no século XVI. Foi também adotada pelos Jesuítas para catequização dos índios de diversas culturas.Fonte: Pereira, Dulce (2006). O essencial sobre a Língua Portuguesa - Crioulos de base portuguesa. Caminho. Lisboa.
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