sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Promessa é dívida
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu na última quarta-feira (14) ao presidente da Guiné-Bissau, João Bernardo Nino Vieira, que enviará ao Congresso pedido para perdão da dívida de US$ 34 milhões que o país africano tem com o Brasil.Lula informou ainda que a Petrobras e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) participarão de missões na Guiné-Bissau. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, comprometeu-se a visitar o país em fevereiro de 2008.
O presidente ressaltou que as duas nações têm acordos bilaterais que movimentam US$ 2 milhões. Durante a visita de Nino Vieira, Brasil e Guiné-Bissau firmaram quatro acordos de cooperação, entre os quais, parcerias no combate à malária e no desenvolvimento de produtos a partir do caju.
Fonte: Portugal Digital
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Árvore inteira
"Para nós brasileiros, a língua portuguesa é a árvore inteira. É a língua nativa e seminal, e não imposta ou empresatada. Nela, e com ela, nascemos e somos".
Ledo Ivo no artigo A situação do escritor brasileiro diante da língua portuguesa.
Jornalismo e literatura, atas do II Encontro Afro-Luso-Brasileiro.
!Acho muito forte dizer que o português não foi uma língua imposta (ainda que no sentido de superação), mas com certeza no Brasil não é mesmo uma língua emprestada.
Ledo Ivo no artigo A situação do escritor brasileiro diante da língua portuguesa.
Jornalismo e literatura, atas do II Encontro Afro-Luso-Brasileiro.
!Acho muito forte dizer que o português não foi uma língua imposta (ainda que no sentido de superação), mas com certeza no Brasil não é mesmo uma língua emprestada.
Do nonsense ao repugnante
"Embora ao leitor brasileiro o tema da lusofonia praticamente não faça o menor sentido (o que é ótimo e dói nos ouvidos portugueses), para os países africanos recém-saídos do - e destruídos pelo - período colonial, a temática lusófona é, no mínimo, repugnante. Mas é preciso alertar ao potencial público objeto da ideologia "lusófona"
, os falantes de português, a não jogar o jogo da lusofonia, seja por subordinação causada pela miséria (no caso de Moçambique, Angola, São Tomé, Cabo Verde e Guiné), seja por desprezo (no caso do Brasil). Entre outras causas, é justamente por esse grande desprezo da opinião pública brasileira, que o mecanismo da CPLP pode curvar-se ao lusofonismo tacanho do governo português. Para imigrantes brasileiros e africanos das ex-colônias, entretanto, o discurso da lusofonia é uma armadilha terrível, pois o espaço lusófono, como mito que é, nunca se realizará na prática. A busca por direitos `especiais` baseados na lusofonia por parte de associações imigrantes oriundas do desastre colonial português, além de infecunda, apenas reforça essa ideologia-estrume."
Fonte: Igor José de Renó Machado (Unicamp) (artigo sobre o livro "A Lusofonia e os lusófonos"). MARGARIDO, Alfredo. 2000. A Lusofonia e os Lusófonos: Novos Mitos Portugueses. Lisboa: Edições Universitárias Lusófonas. 89 pp.
, os falantes de português, a não jogar o jogo da lusofonia, seja por subordinação causada pela miséria (no caso de Moçambique, Angola, São Tomé, Cabo Verde e Guiné), seja por desprezo (no caso do Brasil). Entre outras causas, é justamente por esse grande desprezo da opinião pública brasileira, que o mecanismo da CPLP pode curvar-se ao lusofonismo tacanho do governo português. Para imigrantes brasileiros e africanos das ex-colônias, entretanto, o discurso da lusofonia é uma armadilha terrível, pois o espaço lusófono, como mito que é, nunca se realizará na prática. A busca por direitos `especiais` baseados na lusofonia por parte de associações imigrantes oriundas do desastre colonial português, além de infecunda, apenas reforça essa ideologia-estrume."Fonte: Igor José de Renó Machado (Unicamp) (artigo sobre o livro "A Lusofonia e os lusófonos"). MARGARIDO, Alfredo. 2000. A Lusofonia e os Lusófonos: Novos Mitos Portugueses. Lisboa: Edições Universitárias Lusófonas. 89 pp.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Português: língua partida
O governo luso prepara alterações no ensino de português no exterior para adaptar a língua portuguesa às novas realidades e afirmar-se como uma das mais faladas no mundo, disse nesta sexta-feira o secretário de Estado da Educação.Essa mudança de estratégia é necessária para "promover o ensino do português como instrumento de afirmação de Portugal no mundo"."É preciso fazer sair o ensino de português dos meios onde tem estado integrado --universidades e em algumas comunidades--, apostar na consolidação da certificação da aprendizagem do português e fazer valer o português como uma das línguas mais faladas no mundo. É a terceira língua ocidental mais falada no mundo".
Fonte: Agência Lusa - matéria na íntegra.
Enquanto isso, na China:
Universidades ensinam português na China continental. Poucas para as necessidades, à medida que o português vem se tornando cada vez menos uma língua de poetas e de livros, de descobridores e de jogadores de futebol e cada vez mais uma língua de cifrões, letras de crédito e de negociações de preços.
Tan Lixin, da Câmara de Comércio de Zhuhai, cidade fronteira a Macau, que organizou recentemente um curso básico de português comercial, calcula que faltam cerca de dois mil profissionais que falem português, para dar resposta às necessidades das empresas chinesas.
"A procura é muito grande para facilitar a relações entre os mercados lusófonos e as empresas com negócios com o exterior," afirma Tan. As relações diplomáticas cada vez mais intensas e o aumento das trocas comerciais fazem com que mais chineses queiram aprender português.
Fonte: Agência Lusa - matéria na íntegra.
XXXX
No último congresso de lusofonia, em outubro em Bragança, estudiosos como Bechara e Malaca Casteleiro reafirmaram a língua portuguesa na variante brasileira como mais didática ao ensino. No entanto, o Brasil, maior país de luso-falantes, ainda não acordou para tais questões no âmbito da política cultural para criar mercado de trabalho, sobretudo.
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