Eis que temos aqui a Poesia,
a grande Poesia.
Que não oferece signos nem linguagem específica,
não respeita sequer os limites do idioma.
Ela flui, como um rio.
(Rachel de Queiroz)
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Evento
Estão abertas as inscrições para o 3º Encontro Açoriano da Lusofonia em S. Miguel (Açores), de 8-11 de maio, que este ano terá a presença dos acadêmicos MALACA CASTELEIRO (ACADEMIDA DE CIENCIAS DE LISBOA) E EVANILDO BECHARA (ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL). Todas as informações e inscrições em: http://LUSOFONIAZORES2008.com.sapo.pt
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Garantias ao idioma português no exterior
Lisboa, 19 nov (Lusa) - O deputado do PSD pela Emigração Carlos Gonçalves exigiu nesta segunda-feira ao governo que assegure o ensino de português no exterior, no final de uma visita à Alemanha, onde cerca de 300 alunos estão ainda sem aulas.
"Exijo que o Ministério da Educação cumpra o dever fundamental que é proporcionar o ensino da língua portuguesa aos portugueses no estrangeiro", disse o deputado à agência Lusa.
De acordo com Carlos Gonçalves, que termina hoje uma visita de três dias a Stuttgart (Alemanha) a Estrasburgo (França), há nove escolas naquela região alemã onde ainda não começaram as aulas de português.
"Cinco dessas escolas estão sem português por razões administrativas - pessoas que se reformaram ou que estão doentes - enquanto nas outras quatro, a coordenadora de ensino propôs a abertura de mais cursos, mas o Ministério da Educação não aceitou", indicou o deputado, que manteve contato com várias associações de pais e com professores.
“É inaceitável que, em 2007, um governo e um Ministério da Educação deixem centenas de crianças sem aulas por razões administrativas", destacou, acrescentando que neste caso particular devem estar sem aulas cerca de 300 alunos portugueses.
Carlos Gonçalves disse ainda estar apreensivo com a transferência da tutela do ensino de português no exterior do Ministério da Educação para o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), por não estar previsto qualquer orçamento no MNE para esta área.
"Em 2008/09, o ensino vai passar para a tutela do MNE, que tem orçamentados zero euros para o ensino do português no exterior. Fico preocupado", afirmou o deputado.
A visita de Carlos Gonçalves à Alemanha ocorreu na véspera da visita que o secretário de Estado das Comunidades portuguesas, António Braga, tem também agendada para aquele país.
O titular da pasta da Emigração inicia terça-feira uma visita de três dias à Alemanha para inaugurar as novas instalações do consulado de Portugal em Hamburgo.
Fonte: Agência Lusa
"Exijo que o Ministério da Educação cumpra o dever fundamental que é proporcionar o ensino da língua portuguesa aos portugueses no estrangeiro", disse o deputado à agência Lusa.
De acordo com Carlos Gonçalves, que termina hoje uma visita de três dias a Stuttgart (Alemanha) a Estrasburgo (França), há nove escolas naquela região alemã onde ainda não começaram as aulas de português.
"Cinco dessas escolas estão sem português por razões administrativas - pessoas que se reformaram ou que estão doentes - enquanto nas outras quatro, a coordenadora de ensino propôs a abertura de mais cursos, mas o Ministério da Educação não aceitou", indicou o deputado, que manteve contato com várias associações de pais e com professores.
“É inaceitável que, em 2007, um governo e um Ministério da Educação deixem centenas de crianças sem aulas por razões administrativas", destacou, acrescentando que neste caso particular devem estar sem aulas cerca de 300 alunos portugueses.
Carlos Gonçalves disse ainda estar apreensivo com a transferência da tutela do ensino de português no exterior do Ministério da Educação para o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), por não estar previsto qualquer orçamento no MNE para esta área.
"Em 2008/09, o ensino vai passar para a tutela do MNE, que tem orçamentados zero euros para o ensino do português no exterior. Fico preocupado", afirmou o deputado.
A visita de Carlos Gonçalves à Alemanha ocorreu na véspera da visita que o secretário de Estado das Comunidades portuguesas, António Braga, tem também agendada para aquele país.
O titular da pasta da Emigração inicia terça-feira uma visita de três dias à Alemanha para inaugurar as novas instalações do consulado de Portugal em Hamburgo.
Fonte: Agência Lusa
Canto das Três Raças
Composição: Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro
Ninguém ouviu
Um soluçar de dor
No canto do Brasil
Um lamento triste
Sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro
E de lá cantou
Negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares
Onde se refugiou
Fora a luta dos Inconfidentes
Pela quebra das correntes
Nada adiantou
E de guerra em paz
De paz em guerra
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar
Canta de dor
ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô
E ecoa noite e dia
É ensurdecedor
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador
Esse canto que devia
Ser um canto de alegria
Soa apenas
Como um soluçar de dor.
Sistema de ensino em Timor Leste
Apesar de Timor Leste ter proclamado sua independência, o sistema de ensino ainda é muito influenciado pela herança do modelo indonésio. Ensino primário, oito anos (pré-primária, dois anos; primária, seis anos). Ciclo preparatório, três anos. Ensino secundário e formação profissional, três anos. Ensino superior, cinco anos (politécnico, três anos, mais dois anos de ensino complementar; ensino universitário).
Fonte: Dicionário Temático da Lusofonia, Texto Editores.
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Abc do Sertão
Pros caboclo lê
Tem qui aprendê
Um outro ABC
O jota é ji
E o éle é lê
O ésse é si
Mas o érre
Tem nome de rê
Até o ypsilon
Lá é pissilone
O ême é mê
O éfe é fê
O gê chama-se guê
Na escola é engraçado
Ouvir-se tanto ê
A BÊ CÊ DÊ FÊ GUÊ LÊ MÊ NÊ PÊ QUÊ RÊ TÊ VÊ e ZÊ
Tem qui aprendê
Um outro ABC
O jota é ji
E o éle é lê
O ésse é si
Mas o érre
Tem nome de rê
Até o ypsilon
Lá é pissilone
O ême é mê
O éfe é fê
O gê chama-se guê
Na escola é engraçado
Ouvir-se tanto ê
A BÊ CÊ DÊ FÊ GUÊ LÊ MÊ NÊ PÊ QUÊ RÊ TÊ VÊ e ZÊ
Geraldo Azevedo;
composição: Luiz Gonzaga / Zé Dantas
composição: Luiz Gonzaga / Zé Dantas
Pensares de Inocência
"De cunho e causa portuguesas, os africanos oscilam entre a aceitação e recusa da lusofonia, enquanto entre os brasileiros o termo não tem história".
"A lusofonia devia ser uma noção cheia de pulsão contra a hegemonia da língua inglesa, mas está muito voltada para dentro".
"Há muita coisa boa da literatura moçambicana que não chega a Angola e vice-versa. Em Portugal, ninguém conhece os escritores guineenses e para um são-tomense ir a Angola é um inferno".
"Se o Brasil não entrar na guerra da lusofonia, a guerra está perdida".
Inocência Mata (professora e ensaísta são-tomense)
"A lusofonia devia ser uma noção cheia de pulsão contra a hegemonia da língua inglesa, mas está muito voltada para dentro".
"Há muita coisa boa da literatura moçambicana que não chega a Angola e vice-versa. Em Portugal, ninguém conhece os escritores guineenses e para um são-tomense ir a Angola é um inferno".
"Se o Brasil não entrar na guerra da lusofonia, a guerra está perdida".
Inocência Mata (professora e ensaísta são-tomense)
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