Em artigo do africanista Alberto Costa e Silva, Revista EntreLivros, especial Vozes da África, passagem escrita por Anita de Mello fala um pouco da obra de Pierre Verger (acima, vídeo do documentário Mensageiro entre dois mundos). Diz ela que "as relações entre Brasil e África foram muito mais complexas do que se costuma pensar, para além do tráfico de escravos. Trocas afetivas, culturais, comerciais e mesmo ideológicas se manifestaram e ainda há muito a ser descoberto. Um dos pioneiros na pesquisa sobre Brasil africano e a África brasileira, o francês Pierre Verger (1902-1996), publicou artigos e livros e fotografou durante meio século. Seu acervo fotográfico de mais de 62 mil negativos está guardado na fundação que tem seu nome, cuja sede fica em Salvador". Mais materiais podem ser encontrados em (http://www.pierreverger.org/br/index.htm).
Vale a pena conferir o documentário Pierre Fatumbi* Verger: Mensageiro..., narrado por Gilberto Gil esbanjando francês. A entrevista com Verger, que abraçou a Bahia e o Candomblé, foi feita um dia antes de sua partida deste mundo (11/02/96).
* Fatumbi: nome religioso que assumiu.
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
pierreverger.org
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
História do Circo no Brasil
A história do circo no Brasil não vem do parlamento nem reside no ponto da marmelada, mas remonta o século XIX com as lonas estrangeiras que fomentaram a arte. Antes disso, no entanto, grupos de saltimbancos ligados às companhias de teatro faziam apresentações em todos o país, fato que é considerado como a origem de tudo para alguns historiadores. Mas a história oficial registra o nascimento em 1828, com o português Manoel Antônio da Silva. Ele apresentou num ato só uma dança sobre um cavalo a galope, usando como local de exibição uma residência particular. No séc. XIX a primeira companhia estrangeira foi o Circo Bragassi (1830). Famílias circenses estrangeiras acabaram por incentivar a arte no Brasil. A partir da II Guerra o teatro buscou espaço no circo. Era uma oportunidade de os artistas se apresentarem usando uma montagem ágil e simples. Grande Otelo e Dercy Gonçalves foram atores que participaram do circo-teatro e fizeram sucesso com as obras "Coração materno", "O colar perdido" etc. Destacaram-se durante o século XX os palhaços Chicharrão (José Carlos Queirolo), Piolim (Abelardo Pinto), Arrelia (Waldemar Seyssel) e, o mais popular, Carequinha (George Savalla Gomes). Em 1982 foi criada a Escola Nacional de Circo. O Sindicato dos circos estimou em 2002 a existência de 400 circos no Brasil (entre pequenos e grandes).Fonte: Dicionário Temático da Lusofonia.
Receita de marmelada
Ingredientes:
1kg de marmelo limpo
1kg de açúcar
1dl de água
Preparação: Levar os marmelos cortados em pedaços ao lume com o açúcar e a água. Deixar cozer bem. Quando tudo estiver cozido, reduzir a puré com a varinha mágica, de modo a ficar uma mistura homogénea. Deixar ferver mais um pouco até atingir o ponto de estrada. Deitar em tacinhas e deixar secar com uma tampa de papel vegetal embebida em aguardente.
Uma reflexão
Não tens o que possuis,
Tens aquilo que dás.
Acima do que sabes,
Vale aquilo que és.
Sobre a própria palavra,
Olha as ações que crias.
Mais além do que podes,
Importa o que toleras.
De tudo quanto crês,
Vale mais o que fazes.
Em tudo quanto sofras,
Guarda a fé viva em Deus.
(Emmanuel, Chico Xavier)
Tens aquilo que dás.
Acima do que sabes,
Vale aquilo que és.
Sobre a própria palavra,
Olha as ações que crias.
Mais além do que podes,
Importa o que toleras.
De tudo quanto crês,
Vale mais o que fazes.
Em tudo quanto sofras,
Guarda a fé viva em Deus.
(Emmanuel, Chico Xavier)
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Agualusa em jogo rápido
Diz o escritor José Eduardo Agualusa, em entrevista ao Jornal de Notícias, num jogo rapidíssimo de respostas bem diretas:Alguns trechos...
Agualusa: Imaginação é essencial, inteligência também. Esforço-me para escrever com elegância. Elegância tem a ver com simplicidade.
É possível justificar racionalmente a necessidade absoluta de escrever?
Agualusa: Nunca senti necessidade absoluta de escrever - como de comer ou fazer amor. Escrever é um prazer, não uma angústia como o cigarro para o fumador.
Dizer-se afro-luso-brasileiro é a sua melhor definição de nacionalidade?
Agualusa: Sou não-nacionalista. O nacionalismo conduz quase sempre ao ódio ao outro, quando, afinal, o outro somos sempre nós.
Acredita, como Zumbi, que o Brasil ainda não se descolonizou?
Agualusa: Precisa completar essa descolonização. Seria importante que todos os brasileiros tivessem acesso ao poder, o que não acontece ainda com as populações indígenas e de origem africana.
Que Portugal há hoje em Angola que não o do usurpador que colonizou?
Agualusa: A língua, evidentemente, o catolicismo, o futebol, o gosto pelo bacalhau e pela má-língua.
Um excepcional escritor pode ser uma má pessoa?
Agualusa: Provavelmente. Conheço torturadores em Angola, que interrogaram e torturaram presos políticos em 77, e são recebidos em Portugal como bons escritores.
Valoriza mais a imaginação ou a capacidade de ser ágil?
Agualusa: Imaginação é essencial, inteligência também. Esforço-me para escrever com elegância. Elegância tem a ver com simplicidade.
É possível justificar racionalmente a necessidade absoluta de escrever?
Agualusa: Nunca senti necessidade absoluta de escrever - como de comer ou fazer amor. Escrever é um prazer, não uma angústia como o cigarro para o fumador.
Dizer-se afro-luso-brasileiro é a sua melhor definição de nacionalidade?
Agualusa: Sou não-nacionalista. O nacionalismo conduz quase sempre ao ódio ao outro, quando, afinal, o outro somos sempre nós.
Acredita, como Zumbi, que o Brasil ainda não se descolonizou?
Agualusa: Precisa completar essa descolonização. Seria importante que todos os brasileiros tivessem acesso ao poder, o que não acontece ainda com as populações indígenas e de origem africana.
Que Portugal há hoje em Angola que não o do usurpador que colonizou?
Agualusa: A língua, evidentemente, o catolicismo, o futebol, o gosto pelo bacalhau e pela má-língua.
Um excepcional escritor pode ser uma má pessoa?
Agualusa: Provavelmente. Conheço torturadores em Angola, que interrogaram e torturaram presos políticos em 77, e são recebidos em Portugal como bons escritores.
Tamancada em reunião da UE
Saiu no jornal Destak, distribuído gratuitamente: A reunião constitutiva da Comissão temporária sobre as alterações climáticas em Estrasburgo ficou marcada pela ausência de uma cabine de interpretação em língua portuguesa. Situação considerada absurda pela deputada Edite Estrela, visto que o português é a terceira língua européia mais falada no mundo e a sexta no contexto mundial, falada por mais de 200 milhões de pessoas de todos os continentes. A deputada remeteu o caso para o presidente da Comissão Européia, com pedido de uma rápida tomada de providências para que a situação não se repita. Isso que é subir nas tamancas!
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Quero descer
Pára tudo que eu quero descer! Veja o que é a falta de sono. Zappeando pelos vastos três canais que pegam na minha televisão, na madruga de terça-feira vejo um programa chamado Trio Maravilha. Destaque inevitável para a participação de Alexandre Frota....fazendo comédia (Jésus!).... e tentando abafar o X do seu "carioquex". Depois de meia hora assistindo àquela programação reparei que precisava realizar exercícios na face, já que não consegui mover um só músculo após sucessivas piadas luso-brasileiras. Aí lembrei daqueles salutares avisos de TV: não nos responsabilizamos pelo conteúdo desta programação. Tá vendo aí, depois dizem que não existe intercâmbio cultural. Há uma linha na Wikipédia dedicada ao Trio Maravilha, que diz assim: é uma série portuguesa da TVI que estreou em 2005. E ponto.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Unidos do Funk-Samba-Luso
Estava quase "a dormir" na biblioteca quando fui acordada por um coral de duzentos calouros da universidade cantanto "Tô ficando atoladinha". Fui conferir lá fora e um povo numeroso e enumerado cantava no trote o hit à capela com direito a coreografias de popozudas... ou "popolusas". No jeito de cantar, nenhum traço de sotaque portucalense, tudo em brasileiro, como dizem por aqui. É impressionante a penetração do funk do Brasil em Portugal, está na propaganda da TV, nas festas e nos carros com som alto que passam pela rua. Por aí não pára: meu vizinho esse fim de semana deu uma festa ao som de funk, Beto Barbosa(Adocica) e Bruno e Marrone. Não vi ainda muito destaque para o samba, ao contrário do forró. Outro dia mesmo gravei umas músicas da Marisa Monte para uma amiga conhecer e ela me respondeu: "ah, eu gosto mesmo é de Calcinha Preta!".
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