quarta-feira, 13 de junho de 2007
Descarrego luso made in Brasil
Avô Cantigas X Barbie
Enquanto no Brasil a programação infantil apostou em loiras com estereótipos de Barbie como apresentadoras, em Portugal quem anima a criançada há 25 anos é o Avô Cantigas, personagem criado em 1982 interpretado pelo músico Carlos Alberto Vidal no programa Passeio dos Alegres. Parece que o avô tem canções bem didáticas para a meninada e marcou mesmo uma geração por aqui. A biografia do músico é curiosa, pois tem no currículo produções que marcaram o rock progressivo em Portugal na década de 70, antes, claro, do Avô Cantigas.
- Em 73 grava o disco "As Filhas da Tia Anica".
- "Changri-Lá", editado em 75 é um disco singular na sua carreira. É considerado um marco em termos de rock progressivo feito em Portugal. - Em 78 gravou para a Orfeu o disco "Em Mangas de Camisa".
- Em 81 participou no programa "Palhaços À Solta" da RTP. Nesse ano obteve grande sucesso com o tema "A Cantiga do Chouriço".
- Em 1982, já com 8 discos gravados, gravou o disco "As cantigas do Avô Cantigas".
- Participou, com Sofia Sá da Bandeira, no programa "Vitaminas".
- "Changri-Lá", editado em 75 é um disco singular na sua carreira. É considerado um marco em termos de rock progressivo feito em Portugal. - Em 78 gravou para a Orfeu o disco "Em Mangas de Camisa".
- Em 81 participou no programa "Palhaços À Solta" da RTP. Nesse ano obteve grande sucesso com o tema "A Cantiga do Chouriço".
- Em 1982, já com 8 discos gravados, gravou o disco "As cantigas do Avô Cantigas".
- Participou, com Sofia Sá da Bandeira, no programa "Vitaminas".
terça-feira, 12 de junho de 2007
Cine-Teatro Marcelo da Veiga
Existe na capital santomense uma única casa de espetáculo chamada Cine-Teatro Marcelo da Veiga, que já foi o Cinema Império, que o povo batizou de Casa de Cinema, onde eram exibidos nõ só filmes, mas espetáculos de música e teatro. Isso foi até meados de 80, quando desabou parte do edifício. Da segunda parte da década de 80 até 2002, quando o espaço foi reabilitado, não foi possível haver lá mais qualquer tipo de espetáculo.Com a realização do Festival Gravana 2002 e V Estação da Cena Lusófona, e graças ao apoio dessa associação, tem-se conseguido representar aí algumas peças teatrais. Continua a não se poder usar a casa para exibição de filmes. No interior, existem pessoas que organizam pequenas sessões para as comunidades, com fins lucrativos, servindo-se de pequenas máquinas ou televisores ou vídeos para recrear a população.
Fonte: Dicionário Temático da Lusofonia, Texto Editores, página 181. Associação de Cultura Lusófona.
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Organizações internacionais falam português
O secretário-executivo da CPLP frisou que um dos objectivos da organização lusófona é elevar o português a um estatuto que lhe permita tornar-se uma língua oficial e de trabalho nas organizações internacionais.Luís Fonseca comentava o facto de a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) ter celebrado em maio, na sua sede, em Paris, o 2º Dia da Língua Portuguesa, iniciativa lançada em 2006.
"Não direi que lutamos para que o português seja utilizado como língua oficial e de trabalho em todas as organizações internacionais, mas sim no maior número possível delas e com as quais tenhamos naturalmente interesse nas discussões em causa", afirmou Luís Fonseca.
Lembrando que o idioma de Camões é falado por mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo, o secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) realçou que o português é já utilizado como língua de trabalho e oficial em várias organizações regionais.
"Além da União Europeia (UE) e da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEIA), o português já é utilizado na UA (União Africana), CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) e SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral), entre outros exemplos", afirmou.
Matéria na íntegra, fonte: Notícias Lusófonas
quarta-feira, 30 de maio de 2007
A imprensa nas ex-colônias portuguesas de África
Como me disseram que o livro é difícil de encontrar e talvez nem seja mais editado, achei interessante disponibilizar um trecho desta obra chamada "Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa" (1995), de Pires Laranjeira. A parte escolhida foi sobre a Imprensa:"A tipologia foi introduzida nas colônias nas seguintes datas: Cabo Verde (1842); Angola (1845); Moçambique (1854); São Tomé e Príncipe (1857) e Guiné-Bissau (1879).
Os primeiros órgãos de comunicação social foram o Boletim Oficial de cada colônia, que dava abrigo à legislação, noticiário oficial e religioso, mas que também incluía textos literários (poemas e crônicas).
Em geral, no século passado, exceto em Angola, a imprensa foi menos importante devido à repressão. O semanário O progresso (1868), de Moçambique, religioso, instrutuvo, comercial e agrícola, teve apenas um númeo, porque, dois dias depois, era obrigado a ir à censura prévia, que proibiu. Um militate republicano chamado Carvalho e Silva fundou quatro jornais, todos fechados, a tipografia destruída e o diretor agredido, de que resultou sua morte. De fato, a história da imprensa não oficial de Moçambique foi geralmente de oposição aos governos, da colônia e de Lisboa.
Com a República, atéao advento da lei de João Belo (1926) contra a liberdade de imprensa, floresceu uma imprensa operária. Mas os mais célebres, e justamente celebrados, pelo seu papel na conscientização da moçambicanidade, foram os jornais fundados pelos irmãos José e Antônio Albasini: O Africano (1909 - 1918), O Brado Africano (1918) e O Itinerário (1919), o penúltimo sobrevivendo durante décadas e o último reaparecendo noutros moldes (1941 - 55).
Na Guiné, o primeiro jornal, Ecos da Guiné, só apareceu em 1920.
Em Cabo Verde e São Tomé a imprensa contribuiu decisivamete para o incentivo à criação literária.
No século XIX foi intensa e brilhante a atividade jornalística em Angola. Depois de a criação do Boletim Oficial (1845), surge A Aurora (1855), recreativo e literário. Mais tarde aparece um jornal pugnado pela abolição da escravatura, A civilização da África Portuguesa (1866). De 1860 até 1900 surge meia centena de títulos de jornais, entre eles O jornal de Luanda e O futuro de Angola.
O primeiro jornal de africanos chamava-se Echo de Angola (1881). Algumas publicações marcaram o desejo de emancipação dos filhos do país: Voz d'Angola (1901) e revista Luz e Crença (1902).
É, pois, através de jornais que os letrados fazem a aprendizagem da escrita. Esse desígnio jornalístico marcaria decisivamente os escritors de África, que quase sempre assistiam a divulgação de seus textos através de antologia, antes de os poderem ver estampados em um livro, objeto que poucas vezes tinham acesso por várias dificuldades (censura, perseguição, pobreza, desleixo etc. que foram aumentando e crescendo até a independência)".
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Brasileira, graças a Deus
Eu que sou brasileira (graças a Deus!) de pai e mãe italianos agora sinto realmente o que meus pais passaram, o que é ser estrangeiro. Durante todo o meu tempo fui testemunha dessa ausência deles, que também é minha. Talvez eu precisasse resgatar isso em mim, em algum lugar, ou em lugar nenhum. Os sonhos começam como uma brisa leve e depois se transformam num vento mais forte até se tornarem capazes de mover tudo do lugar. A vida de antes tenta entrar na de hoje. Mas não me reconheço na mobília de minha casa nem no mesmo pedaço de chão que pisei tantas vezes ao cruzar a porta. À mente um recordar, incansável. Pedaços do que passou que querem continuar respirando.domingo, 27 de maio de 2007
Rock in Rio Lisboa 2008 já dá sinais
Ontem foi o marco para o Rock in Rio Lisboa 2008, que começará daqui a um ano sua terceira edição. Já há inclusive chamadas na TV para isso. O espetáculo aconteceu com uma cascata de fogos de sete minutos na Ponte 25 de Abril, sobre o Tejo. Mas, um ano antes não é muito cedo para uma divulgação desse porte? O Brasil exporta novelas, eventos, shows, carnaval e agora também o teatro está com força em Portugal (facilitado ainda pelo idioma comum). O que se conclui que as ações de política cultural estão cada vez mais nas mãos dos grupos privados.O evento acontecerá no Parque da Belavista, em Lisboa, dias 30 e 31 de Maio e 6, 7 e 8 de Junho do ano que vem, depois de Madri: 27 e 28 de Maio e 4, 5 e 6 de Julho. Os fogos foram algo inédito, de acordo com a imprensa portuguesa, e lembraram o final de ano nas praias do Rio. O povo gostou do que viu e tinha até gente às margens do rio com bolsa levando vinho para apreciar o momento.
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