São mesmo pérolas do idioma comum algumas expressões, como as encontradas no “Dicionário Contrastivo Luso-Brasileiro”(Mauro Villhar). Não sei se ainda ecoam por aí, posto que a edição do livro também está esgotada, mas vale a pena o registro:Falhar vrb. em Portugal, dar em pantana (s), dar em águas de bacalhau.
Língua s.f. em Portugal, capacho, badalo * dar com a língua nos dentes espalhar-se, soprar, bufar * língua de sapato orelha de sapato.
Rosto (ô) s.f. cara, trombil, belfas, tromba, bitácula.
Solução s.f. * ser de solução difícil ou penosa em Portugal, dar água pela barba.
Sussurrar vrb. em Portugal, bichanar.
Susto s.m. em Portugal, calor. Tomar um susto, em Portugal, tomar um calor.
Sem-vergonha adj. S. 2g. em Portugal, mariola, artola (s), ciganão, marau, debochado, magano, ribaldo.
Varapau s.m. em Portugal, trinca-espinhas (pessoa alta e magra)
Vencer vrb. em Portugal, limpar o sebo.
Me chamou atenção a seqüência de músicas de uma aula de spinning (aqui cycle). Tudo bem, fiquei contente de ouvir canções brasileiras, mas a mistura foi realmente um desafio ao relativismo cultural: Vanessa da Matta - Ai ai ai, Los Hermanos - Ana Júlia, Ney Matogrosso - Homem com H e, pra encerrar, Wando - Fogo e Paixão. Confesso que nunca imaginei pedalar ao som de meu iaiá, meu ioiô. E todo mundo cantando (claro, eu também).


